A Polônia e o Brutalismo Arquitetônico
- Wellington Dantas

- 31 de mar.
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Atualizado: há 6 dias
O Brutalismo arquitetônico, uma vertente posterior da Arquitetura Modernista desenvolvida na escola Bauhaus de arquitetura, arte e design; destaca-se por formas geométricas robustas, cruas e funcionais usando o concreto como base. Teve considerada proeminência em meados do século XX com a necessidade de soluções rápidas para reconstrução de uma Europa devastada após a Segunda Guerra Mundial. O termo deriva do francês “béton brut” – concreto bruto e teve como precursor o arquiteto francês Charles-Édouard Jeanneret-Gris, conhecido como Le Corbusier com sua obra “Unité d’Habitation” em Marselha. A escolha do concreto deveu-se a sua durabilidade, versatilidade, sustentabilidade e custo-benefício, pragmatismo necessário para construções rápidas e eficientes. Embora não tenha criado o movimento isoladamente, os seus trabalhos foram fundamentais para a definição do estilo arquitetônico que se consolidou nas décadas de 1950 e 1960.
O Brutalismo criou vários adeptos no mundo, entre os quais, no Brasil, Lina Bo Bardi, Oscar Niemeyer e Paulo Mendes Rocha. No entanto essa ideia contagiou sobremaneira os arquitetos da URSS para solucionar os problemas habitacionais daquela época.
Nesse contexto, foi a Polônia o palco mais expressivo desse movimento em virtude da grande devastação causada pela Segunda Guerra. Reconstruir era uma necessidade premente e havia poucos recursos; a solução foi o concreto, aço e vidro em contraposição ao legado medieval com seus múltiplos detalhes, da maioria dos centros urbanos europeus para solucionar a falta gritante de habitações. No entanto, os poloneses têm sentimentos controversos sobre essas construções por lembrança do regime opressivo e austero da época, tornando-se um legado ambíguo.
Alguns ícones resistem a passagem do tempo como por exemplo, o edifício Smolna 8, os complexos habitacionais Za Zelagna Brama, Praga e Targowek Mieszkaniowy, em Varsóvia, bem como o exitoso complexo Nowa Huta em Cracóvia.

Forum Hotel

Targowek e Smolna 8



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